domingo, 15 de dezembro de 2013

Bailando com Adalberto Santiago.

Para noites quentes ou frias, uma ótima pedida para fundo musical será sempre a sedutora voz e ritmo de Adalberto Santiago. Antes de desenrolar o post, vamos entrar no clima com a faixa "Quisiera Amarte Menos" e entender as minhas primeiras afirmações.


Adalberto começou sua carreira em 1966 ao lado de Ray Barreto, lançando ao todo 11 álbuns de estúdio. Além de Ray, Adalberto também lançou um álbum especial do encontro da dupla com a rainha da salsa Célia Cruz, em 1983.

Em 1977, Adalberto inicia sua carreira solo, chegou a lançar 10 álbuns sozinho, e ganhou título de sexy symbol entre as mulheres que acompanhavam sua carreira. Em 1980, o rapaz lança o terceiro álbum solo de sua carreira, "Feliz Me Siento", pela Fania Records. Em minha opinião este trabalho é o melhor do cantor, Adalberto nos apresenta toda sua versatilidade, seu lado romântico, seu lado dramático e alegre de ser. A canção que abre o LP, "La Amistad" é um reflexo disso, uma salsa poderosa e feita para encher uma pista de dança com calor humano.


Já a faixa "Al Fin Llegastes" é para aqueles momentos mais solitários, um copo de bebida e uma luz vermelha climatizando a situação. Nesta canção o cantor nos apresenta seu lado melodramático que o fez tão conhecido como cantor de salsa romântica.


A mesma receita da salsa romântica acontece na faixa "Si Supieras", que vocês podem conferir abaixo:



Outro grande destaque deste álbum é a faixa-título, "Feliz Me Siento" é perfeita para qualquer pista de dança, coloca qualquer um para dançar e se sentir feliz assim como Adalberto.

 

Ao total, o LP, contém 8 faixas. As demais: "Se Me Olvido Tu Nombre", "A Trabajar" e "No Lo Digas" seguem o ritmo salsa caliente de Adalberto. Todo o álbum foi produzido por seu ex-companheiro de palco Ray Barreto, que citei acima, e a direção musical ficou por conta de Louie Cruz. 

Esperam que tenham gostado, até a próxima ;)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Donald Byrd e seu poderoso trompete.


80 anos de vida, um verdadeiro artista e uma carreira invejável. É assim que devemos sempre lembrarmos de Donald Byrd, um dos maiores trompetistas de jazz norte-americano da música. 

O talento do rapaz começou a surgir ainda nos primeiros anos de estudo na escola secundária, onde participou de diversos grupos de jazz e aos poucos foi se envolvendo cada vez mais com a vida artística. Nascido em 9 de dezembro de 1932, em Detroit, lançou seu primeiro trabalho solo em 1958, "Off To The Races" foi bem recebido pelos amantes de jazz, e logo Donald foi reconhecido pelo estilo hard-bop, uma das categorias do movimento cultural do jazz na época.

Nos anos 70, Donald se afasta um pouco do hard-bop e começa a misturar seu jazz com a tendência do momento, na época: o jazz de fusão. Onde se mistura ritmos como funk, soul e R&B. Tal mistura se tornou presente nos principais músicos da época, coisa que não foi diferente com Donald.

Eu gostaria de comentar um pouco o álbum que mais gosto do senhor Byrd, "Slow Drag", lançado em 1967, sendo assim seu 12º trabalho oficial solo. Aqui, Donald ainda se experimenta e nos lambusa no melhor estilo do hard-bop. Jazz instrumental, envolvente e sensual. O trompete de Donald Byrd conquista nossos ouvidos de diversas formas. Na faixa "Slow Drag", que abre com maestria o álbum, exala sensualidade e elegância, fazendo os seus ouvintes mergulharem de cabeça no ritmo de seu senhor. Igualmente romântica e sensual é a segunda faixa, "Secret Love" é perfeita para os momentos a dois, nas noites frias, uma bebida quente, o amor secreto de Byrd acontece para todos.

">

Já em "Book's Bossa", nos deliciamos com a mistura de jazz e bossa nova, é hora de se levantar e dançar um pouco. Muitos dizem que jazz foi feito para senti-lo, escutar cada nota e deixar sua mescla musical penetrar em suas veias como essência de seu ser. É, eu tentei caprichar na descrição do momento, mas de fato jazz tem um poder próprio, onde você é tomado pela música, seja sentado analisando seu movimento, ou deixando o corpo reagir da forma que bem entender. Eu sempre prefiro o corpo reagir. Então, jazz também é para se dançar!


Em seguida temos a rebolativa "Jelly Roll", outra pedida para se dançar e deixar seu corpo reagir como trompete mandar. "The Loner" e "My Ideal" encerram o álbum com aquele ar de despedida e sentimento bucólico. Se Donald Byrd começa dizendo para irmos devagar com "Slow Drag" no inicio, depois estoura o sentimento musical em nosso interior com "Book's Bossa", ao final de "My Ideal" ele nos pede atenção para seu talento, nos despedindo desse incrível álbum de pé e recheados de aplausos (Se assim fosse numa apresentação). Mas de toda forma, termino esta postagem emitindo meus aplausos: CLAP! CLAP! CLAP!

  


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

De Célia a Jennifer: AMA homenageia a Queen Of Salsa.

Nesse último sábado (24) ocorreu mais uma edição do tradicional prêmio da música americana, AMA - American Music Awards.

A premiação consagra artistas que estão em evidência e que fazem sucesso com o grande público. Mas o que gostaria de comentar aqui é outro fato, não as premiações e quem se saiu melhor. O AMA todo ano costuma fazer homenagem a algum artista que marcou história na música. Nesse ano, a produção escolheu a cantora cubana Célia Cruz para ser homenageada, em virtude de seus 10 anos de falecimento, além de claro, seu legado para a música Salsa, da qual é considerada "Queen of Salsa".

A artista escolhida para fazer a grande homenagem foi outra latina, da nova geração, a sempre bela Jennifer Lopez colocou fogo no palco e fez justa a homenagem. Com direito a trocas de roupas e corpo de baile, Jennifer fez bonito, realizando, em minha opinião, a melhor apresentação da noite.Vocês conferem o vídeo abaixo:


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A luta e o talento de Taiguara!

A Ditadura Militar além de ser um dos momentos mais obscuros da história do Brasil, até os dias de hoje, foi uma época onde se houve um maior movimento criativo na música popular. É de costume escutarmos nomes consagrados como Chico Buarque e Caetano Veloso, mas estes tiveram sorte de sua música continuar viva depois da censura e forte na memória e na cultura dos que viveram àquela época até os jovens de hoje.

Taiguara, cantor uruguaio-brasileiro, não foi tão sortudo assim, foi um dos cantores que mais tiveram canções vetadas durante a mesma época, 69 ao total foram vetadas, sendo obrigado a exilar-se duas vezes fora do país e ter um álbum lançado que nunca pode ser executado em sua própria terra. Outro fato triste é que nem sempre é lembrado nas rodas juvenis, quando o assunto é música de militância ou música popular brasileira por si só.

O rapaz nasceu em 1945 e aos 4 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1960, sua família sai das terras cariocas para as paulistas, onde o artista iniciou sua carreira musical. Estudou Direito, mas abandou para dedicar-se a sua arte. Em 1965, aos 20 anos lança seu primeiro LP homônimo, "Taiguara!". Canções como "Samba de Copo Na Mão"; "Preciso Aprender a Ser Só"; "Cecília" e "Flor da Manhã" fazem do álbum ser um dos grandes marcos na vida do cantor.


Em 1973, Taiguara foi exilado do Brasil, indo morar em Londres, lançando por lá o primeiro álbum de um artista brasileiro a ser censurado e proibido no próprio Brasil, "Let the Children Hear the Music". Em 1975 retorna ao Brasil para realizar lançamento do disco "Imyra, Tayra, Ipy", mas fora forçado a cancelar sua apresentação, novamente por causa da censura, indo exilar-se em países Europeus e Africanos.

Taiguara ficou sem se apresentar em seu próprio país durante 13 anos. Em 1986, o cantor se apresenta no Anhembi, São Paulo. Na canção “Que as Crianças Cantem Livres”, do álbum de 1973, "Fotografias". Taiguara conta um pouco de sua história e como fez para ludibriar a censura na época. Vocês podem conferir o vídeo abaixo:


Nos anos 80, Taiguara ainda lança mais dois álbuns em sua carreira, "Porto de Vitória/ Sol do Tangainica" e "Canções de Amor e Liberdade", mas sem obter muito sucesso e pouco reconhecimento nas rádios. Em 1994, seu último álbum é lançado "Brasil Afri", fazendo referências aos anos que viveu exilado em países Africanos. Taiguara veio a falecer em 1996 por complicações a um câncer na bexiga.

Em seu primeiro álbum, "Taiguara!", o cantor mescla samba e música romântica, além de homenagear Tom Jobim. Deixo com vocês o trabalho iniciante deste grande cantor, que a censura tanto fez questão de apaga-lo, mas por sorte não conseguiu e sua música continua aqui, sendo reconhecida e amada.

Taiguara - Taiguara! (1965)


domingo, 17 de novembro de 2013

O calor e o amor de Kathi Baker.

Ao lançar no Google o nome de Kathi Baker, ele logo vai querer corrigi-lo para Kathy Baker, atriz de televisão americana. Então vamos procurar por Kathi no filtro de imagens, novamente quem domina a pesquisa é Kathy, a atriz e não a cantora. Ao lançar o nome de Kathi no Youtube (por isso que repito, eu amo o youtube!), ele nos proporciona as principais canções de Baker e basicamente seu LP inteiro.

É assim que apresento a vocês um dos meus LP's de disco music favoritos, com pouca informação. Mas ao menos ainda temos a oportunidade de escuta-la e conhece-la da forma que qualquer artista deseja, por sua obra. "Feel The Heat" foi lançado em 1979 pelo selo Toledo, essas são informações básicas que podemos considerar pelos vídeos. Contendo 7 canções, o LP é o único lançado por Kathi Baker e um verdadeiro mistério sobre sua origem e trajetória.

Pois bem, Baker abre seu LP com a faixa "Fa La La (Feel The Heat)" e logo nos encantamos com a moça, sua voz suave, doce e meiga, faz com que o ritmo agitado e os saxofones de sua música sejam ainda mais atrativos. Kathi nos convida para sentir seu calor, o calor de sua música e sua voz, o que conseguimos sentir é algo agradável e confortante, mas ao mesmo tempo igualmente quente, como era a intenção original da faixa.


Mas o calor de Kathi não fica escondido, seus acordes romanticos são mais fervorosos do que realmente aparenta ser. Exemplo disso é a energética "Movie Queen". Quando a ouço imagino um número musical bem colorido e recheado de luzes exibindo com maestria sua rainha, a própria Kathi.


Mas além de quente, Baker é principalmente romântica, "Isn't Quite Enough To Say" é a faixa mais melodramática de seu álbum e perfeita para a moça usar seu vestido mais longo e se pronunciar como uma verdadeira diva da disco e do pop.


"Dancing Shoes" é igualmente romântica, mas ideal para os momentos mais otimistas de seus dias. Eu consigo enxergar as canções de Kathi perfeitamente como trilha sonora de algum filme, e provavelmente a protagonista seria a Julia Roberts (ok, estou viajando bastante, mas isso é ótimo).



Já "Disco Jam" é extremamente sexual, Kathi nos apresenta seu lado mais perigoso. O baixo da canção possui uma sensualidade afundada nos refrões sussurrados e avassaladores da cantora.



Conheci Kathi Baker por acaso, estava procurando um álbum de Diana Ross e me deparei com Kathi. Adoro Diana, sem dúvidas. Mas provavelmente foi o destino que colocou Baker no meu caminho, escutei suas primeiras faixas e fiquei rapidamente envolvido na sua música. Nunca mais consegui encontrar outros trabalhos da moça, mas fico feliz em compartilhar com vocês este LP, espero que "Feel The Heat" os façam dançar e cantar como fez comigo.

Até a próxima, queridos! Comentem!

Kathi Baker - Feel The Heat (1979)

sábado, 16 de novembro de 2013

A comédia e a dor de Hector Lavoe

Hector Lavoe foi uma das figuras mais importantes para a Salsa e uma das imagens mais controversas na história da música de Porto Rico, mas tais controversas vem de sua vida turbulenta e descontrolada, basicamente compreensível quando estamos falando de sucesso, principalmente nos anos 70. O fato é, Hector Lavoe ainda é um símbolo para seu país e um nome de peso para seu gênero. 

Meses atrás assisti sua cinebiografia, "El Cantante", título de uma de suas canções mais famosas. O filme foi lançado em 2006 e conta a turbulenta vida do cantor, sua vida familiar complicada, seu casamento desequilibrado, sua dependência das drogas e a vida de exageros, depressão e promiscuidade. Só pela breve sinopse entende-se que o rapaz não teve uma vida fácil, o filme foi dirigido por Leon Ichaso, mesmo diretor de "Hendrix", e por algum motivo passou despercebido pelo grande público. Talvez por preconceito com os protagonistas, Hector foi interpretado perfeitamente pelo cantor Marc Anthony, e sua mulher Pucci ficou na pele da bela Jennifer Lopez. Se foi por preconceito, ou falta de orçamento de divulgação, não sei, mas é uma pena. O filme é bem construído e as atuações dos protagonistas  (na época ainda casados)  é realmente impressionante, Jennifer Lopez entrega uma Pucci crua e carismática, enquanto Marc encarna o pior lado de Hector, mas ao mesmo tempo encantador. Aos que conhecem pouco sobre o porto riquenho, fica a dica cinematográfica. 

Mas enfim, voltando para o verdadeiro Hector Lavoe, o rapaz mudou-se para Nova Iorque aos 17 anos e logo foi desenvolvendo sua história de música latina em terras americanas. Em 1967 juntou-se com Willie Colón, seu grande amigo na época,e que abriu as portas do sucesso para o talento de Lavoe. Ao todo foram 12 álbuns que a dupla lançou juntos, entre 1967 e 1983. Abaixo vocês conferem a apresentação de "Calle Luna, Calle Sol", apresentação histórica da dupla em 1978.


Durante a carreira, Hector também se desfrutou da carreira solo, lançando 7 álbuns ao total. O primeiro foi, "La Voz", lançado em 1975. A faixa "El Todo Poderoso" foi um dos sucessos mais marcantes da carreira solo do cantor.


Em 1976 lançou seu segundo álbum "De Ti Depende", um dos destaques do álbum é a deliciosa e dolorosa faixa "Mentira". Hector era um amante incurável, suas letras refletiam perfeitamente o amargo do amor, as mentiras da vida e o sabor do pecado.



Em 1978 Hector lança um de seus melhores álbuns "Comédia", e é exatamente ele que quero me focar mais. A faixa "El Cantante" abre o LP com perfeição, uma de suas canções mais famosas e o título que o rapaz ficou conhecido como "O Cantor". Lavoe nunca foi muito modesto com seu talento, adorava mostrar em suas canções que ele sabia que era talentoso, sabia que sua voz valia muito, talvez tenha sido este seu erro e ter afundado seu próprio talento.

Arrogâncias fora a parte, "Comédia" faz um verdadeira parâmetro da vida do cantor, faixas como o título "Comédia", "La Verdad" e "Bandolera" são um marco em sua carreira e quase um auto retrato da personalidade do artista.





"Comedia" é meu álbum favorito de Lavoe e a capa também é ótima. O cantor fez sua homenagem a Chaplin, um dos mestres do cinema, da comédia e do drama, produzindo uma das capas mais iconográficas de sua carreira. Ao total são 6 faixas. Vou deixar o link com o álbum inteiro para vocês, logo abaixo:


Hector Lavoe continuará sendo um dos grandes nomes da cultura Porto Riquenha e sua contribuição para o reconhecimento da Salsa mundo a fora é enorme. Sempre admirei o fato dele ter forte popularidade nos Estados Unidos, mas nunca deixou de cantar em espanhol. Controversas a parte, ele continuará sendo um grande artista. Hector Lavoe veio a falecer em 1993 por AIDS, sua música ficou viva conosco até os dias de hoje.

Canela Fina: Operários da Cultura e da Mistura.

O cenário musical nacional anda borbulhando com novidades recheadas de talento e produções de qualidade para seus ouvintes. Mas o que é mais bacana, além de ver tantos cantores e bandas independentes crescendo em seu ramo, é perceber que vários talentos são de nossa própria região, levando consigo o coração e a alma cearense de fazer música para os diversos públicos. Exemplo disso, são os garotos cheios de vida da banda Canela Fina. E sabe o que é mais bacana? É conhecer uma banda que tem tanto a dizer de sua própria região como de suas próprias referências.

O Música de Vitrola foca em comentarmos nossos artistas favoritos que fizeram o universo da música mais produtivo e criativo nas décadas passadas, mas também adoramos conhecer bandas novas que nos fazem manter nosso amor pela música e pelo cenário cultural. 

A banda Canela Fina iniciou suas atividades em 2010, fazendo sua estréia no I Manifesta Festival, em Fortaleza.Três anos depois a banda conquista seu primeiro álbum de estúdio,"Operários da Cultura", todo produzido independentemente, com o selo de sua própria produtora "Fora de Área, Desligado Records". Ao total são 8 faixas de autoria própria, em cada uma você percebe o motivo da banda indicar suas referências como Xote, Baião, Rock, Reggae e Blues. E claro, além dessas, temos a forte presença do valor percussionista regional.

Felipe Feitosa e Ernesto Cartaxo comandam, respectivamente, o contra baixo e a guitarra com maestria. Um apelo forte ao rock psicodélico se mistura com a percussão, o forte som do triangulo e o baião do Mestre Janú e Paulo Miranda. Bons exemplos são as faixas: "A Poesia é Sagrada" e "Beira do Rio/Morena".

Gabriel Souza comanda os principais vocais com entonação melódica e harmônica com os elementos explorados pela banda, destaque para o refrão de "Morena", ao cantar "Morená", Gabriel continua o ritmo do triangulo com seu acento na voz. Brainer Feijó auxilia nos vocais e acompanha a percussão frenética. Já a bateria de Raphael Alves é suave e certeira, desponta nas canções como "Grande Xote Pra Voar", ótima faixa para se dançar com alguém próximo e alimentar a terra com um xote arrastado. A bateria volta a ser ideal na faixa "Mocambo", com instrumental elegante e letra política-social. 

Por fim, o álbum finaliza com as faixas "Operários da Cultura", como descrição e apresentação da banda para seu público, e "Mel da Manga", a faixa mais sensual de todo o disco (e minha favorita), ideal pra se dançar junto. Abaixo vocês conferem o vídeo da apresentação de "Mel da Manga" no Kukukaia, tradicional casa fortalezense de ritmos regionais. 


A banda conta com sua página oficial no Facebook para maiores informações sobre seus shows, além de páginas no TBN e Palco MP3. Basta clicar nos links que eles irão encaminhar vocês para as respectivas páginas.